segunda-feira, 16 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
Notícias recentes sobre Neandertais
Neandertais são injustiçados na história da evolução do homem
Espécie que mais se assemelha ao homem moderno é retratada como pouco inteligente e bruta, mas viveu em complexo sistema social.
Há 40 mil anos, no local onde hoje é a Alemanha, um caçador foi surpreendido quando tentava garantir o almoço. A Europa enfrentava um período de glaciação que escasseava os recursos. Com uma lança na mão, o musculoso homem vestido com peles grossas finalmente viu sua presa em uma caverna. Mas, antes que pudesse se apropriar dela, um grupo se aproximou. Eram pessoas extremamente parecidas com ele, porém mais altas e com feições menos brutas. Com técnicas e ferramentas avançadas, pegaram o animal ferido e mataram o inimigo.
O homicídio permaneceu escondido por camadas de calcário até que, no fim do século 19, o esqueleto foi encontrado na caverna de Neander Valley, dando início à corrida pelos ancestrais humanos. Feridas nos ossos permitiram aos paleontólogos, anos depois, concluir que o Neanderthal foi assassinado por uma nova leva humana que há 45 mil anos migrou para a Europa, exterminando os neandertais cinco mil anos depois.
De todas as espécies que compõem os galhos da evolução, essa foi a que mais se assemelhou ao homem moderno. Objeto de controvérsias, já foi considerada uma subespécie do Homo sapiens, a Homo sapiens neanderthalensis, mas hoje predomina a ideia de que os neandertais foram outra espécie humana que compartilhou um ancestral com o homem moderno e se dividiu há cerca de 500 mil anos.
Presentes na Europa e na Ásia por quase 200 mil anos, os neandertais desapareceram em um episódio ainda misterioso. O clima já foi responsabilizado, mas hoje aumentam as evidências de que a presença do Homo sapiens foi primordial para extingui-los. As mudanças de temperatura, de fato, deixaram o ambiente inóspito, dificultando a busca por comida. Talvez, porém, eles tivessem sobrevivido à escassez se não precisassem disputar recursos com uma espécie capaz de caçar em grandes grupos e que se reproduzia a toda velocidade.
Por muito tempo, o Homo sapiens foi injusto com seu parente mais próximo. Pintou o neandertal como um ser abrutalhado e pouco inteligente. Novas pesquisas de campo, contudo, mostram que a espécie tinha cultura própria e um complexo sistema de organização social. Controlava o fogo e, provavelmente, acreditava em vida após a morte, já que enterrava seus mortos seguindo um padrão funerário.
Fisicamente, os fósseis indicam que os neandertais tinham membros curtos, estruturados por profundas e largas costelas. A anatomia ajudava a reter o calor, já que eles viveram justamente na Era do Gelo. Usava lanças finas e pesadas para caçar e provavelmente fazia os ataques com a mão direita, visto que o estudo da ossatura da espécie revelou que esse lado do corpo era mais forte. Mais carnívoro que o Homo sapiens, ele usava métodos simples para a caça. Escondido na floresta, esperava a presa se aproximar. O fato de não se aventurar em emboscadas não significa, porém, que era menos inteligente.
Até maquiagem
Recentemente, o pesquisador João Zilhão, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, descobriu que os neandertais usavam bijuterias e maquiagem. Adornar o corpo com pinturas não era apenas uma questão de vaidade. Nas sociedades primitivas, os ornamentos tinham uma função ritualística. Daí a conclusão de que os neandertais eram mais sofisticados do que se imaginava. As evidências foram encontradas em dois sítios arqueológicos de Múrcia, no Sudeste espanhol: a Cueva de los Aviones e a Cueva Antón. Nas cavernas, eles resgataram conchas perfuradas e com resíduos de tinturas amarelas e vermelhas, datadas de 50 mil anos.
Ralph Holoway, pesquisador da Universidade de Columbia em Nova York, afirma que não há motivos para duvidar da inteligência dos neandertais, já que eles tinham um cérebro, inclusive, maior que o do humano moderno e anatomicamente idêntico. Para ele, as áreas cerebrais responsáveis pelos pensamentos complexos eram tão avançadas quanto às do Homo sapiens.
A espécie também era capaz de falar. Filmes e desenhos retratam o homem das cavernas, os neandertais, dizendo, no máximo, “uga-uga”. Mas, ao analisar o crânio de um indivíduo da espécie, o professor Bob Franciscus, da Universidade de Iowa, notou que o trato vocal dos neandertais era mais largo e curto que o de um homem moderno, características que não impediam a fala. “Crucialmente, a anatomia do trato vocal é suficientemente próxima à nossa, indicando que não havia razão para que ele não produzisse uma complexa extensão de sons.”
Inteligente e comunicativo, ainda assim o neandertal não aguentou a pressão do Homo sapiens. A capacidade reprodutiva pode estar por trás disso. De acordo com um estudo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, a população neandertal era muito pequena. Mais numerosos, os homens que vieram da África levavam vantagem. Pouco a pouco, a espécie seria reduzida, morrendo de fome ou durante brigas, como a que vitimaram o indivíduo encontrado enterrado na caverna de Neander Valley.
O homicídio permaneceu escondido por camadas de calcário até que, no fim do século 19, o esqueleto foi encontrado na caverna de Neander Valley, dando início à corrida pelos ancestrais humanos. Feridas nos ossos permitiram aos paleontólogos, anos depois, concluir que o Neanderthal foi assassinado por uma nova leva humana que há 45 mil anos migrou para a Europa, exterminando os neandertais cinco mil anos depois.
De todas as espécies que compõem os galhos da evolução, essa foi a que mais se assemelhou ao homem moderno. Objeto de controvérsias, já foi considerada uma subespécie do Homo sapiens, a Homo sapiens neanderthalensis, mas hoje predomina a ideia de que os neandertais foram outra espécie humana que compartilhou um ancestral com o homem moderno e se dividiu há cerca de 500 mil anos.
Presentes na Europa e na Ásia por quase 200 mil anos, os neandertais desapareceram em um episódio ainda misterioso. O clima já foi responsabilizado, mas hoje aumentam as evidências de que a presença do Homo sapiens foi primordial para extingui-los. As mudanças de temperatura, de fato, deixaram o ambiente inóspito, dificultando a busca por comida. Talvez, porém, eles tivessem sobrevivido à escassez se não precisassem disputar recursos com uma espécie capaz de caçar em grandes grupos e que se reproduzia a toda velocidade.
Por muito tempo, o Homo sapiens foi injusto com seu parente mais próximo. Pintou o neandertal como um ser abrutalhado e pouco inteligente. Novas pesquisas de campo, contudo, mostram que a espécie tinha cultura própria e um complexo sistema de organização social. Controlava o fogo e, provavelmente, acreditava em vida após a morte, já que enterrava seus mortos seguindo um padrão funerário.
Fisicamente, os fósseis indicam que os neandertais tinham membros curtos, estruturados por profundas e largas costelas. A anatomia ajudava a reter o calor, já que eles viveram justamente na Era do Gelo. Usava lanças finas e pesadas para caçar e provavelmente fazia os ataques com a mão direita, visto que o estudo da ossatura da espécie revelou que esse lado do corpo era mais forte. Mais carnívoro que o Homo sapiens, ele usava métodos simples para a caça. Escondido na floresta, esperava a presa se aproximar. O fato de não se aventurar em emboscadas não significa, porém, que era menos inteligente.
Até maquiagem
Recentemente, o pesquisador João Zilhão, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, descobriu que os neandertais usavam bijuterias e maquiagem. Adornar o corpo com pinturas não era apenas uma questão de vaidade. Nas sociedades primitivas, os ornamentos tinham uma função ritualística. Daí a conclusão de que os neandertais eram mais sofisticados do que se imaginava. As evidências foram encontradas em dois sítios arqueológicos de Múrcia, no Sudeste espanhol: a Cueva de los Aviones e a Cueva Antón. Nas cavernas, eles resgataram conchas perfuradas e com resíduos de tinturas amarelas e vermelhas, datadas de 50 mil anos.
Ralph Holoway, pesquisador da Universidade de Columbia em Nova York, afirma que não há motivos para duvidar da inteligência dos neandertais, já que eles tinham um cérebro, inclusive, maior que o do humano moderno e anatomicamente idêntico. Para ele, as áreas cerebrais responsáveis pelos pensamentos complexos eram tão avançadas quanto às do Homo sapiens.
A espécie também era capaz de falar. Filmes e desenhos retratam o homem das cavernas, os neandertais, dizendo, no máximo, “uga-uga”. Mas, ao analisar o crânio de um indivíduo da espécie, o professor Bob Franciscus, da Universidade de Iowa, notou que o trato vocal dos neandertais era mais largo e curto que o de um homem moderno, características que não impediam a fala. “Crucialmente, a anatomia do trato vocal é suficientemente próxima à nossa, indicando que não havia razão para que ele não produzisse uma complexa extensão de sons.”
Inteligente e comunicativo, ainda assim o neandertal não aguentou a pressão do Homo sapiens. A capacidade reprodutiva pode estar por trás disso. De acordo com um estudo do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, a população neandertal era muito pequena. Mais numerosos, os homens que vieram da África levavam vantagem. Pouco a pouco, a espécie seria reduzida, morrendo de fome ou durante brigas, como a que vitimaram o indivíduo encontrado enterrado na caverna de Neander Valley.
Postado por marcuscabral às sexta-feira, março 06, 2015
Notícias Recentes sobre Fósseis de Ancestrais Humanos
Descoberta de novo crânio pode reescrever história da espécie humana
Fósseis de 1,8 milhão de anos encontrados na Geórgia sugerem que a aparência dos ancestrais humanos era muito variada; e que os 'Homo habilis', 'Homo rudolfensis' e 'Homo erectus' poderiam ser uma mesma espécie
Suas características físicas - a caixa craniana pequena e o grande maxilar - nunca haviam sido encontradas em conjunto antes, desafiando as divisões traçadas pelos cientistas para separar as espécies de ancestrais humanos. Segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, a descoberta sugere que os primeiros membros do gênero Homo, aqueles classificados como Homo habilis, Homo rudolfensis eHomo erectus, faziam parte, na verdade, da mesma espécie - seus esqueletos simplesmente pertenceriam a indivíduos de aparência diferente.
Onde foi divulgada: periódico Science
Quem fez: Christoph P. E. Zollikofer, entre outros pesquisadores
Instituição: Museu Nacional da Geórgia, entre outras
Dados de amostragem: Análises de cinco crânios encontrados na região de Dmanisi, na Geórgia
Resultado: Os pesquisadores concluíram que, apesar das diferenças entre si, os crânios pertenceram à mesma espécie de ancestral humano, que viveu na região há 1,8 milhão de anos.
O novo crânio descoberto na Geórgia - que ganhou o nome de Crânio 5 - combina entre suas características uma caixa craniana pequena, um rosto excepcionalmente comprido e dentes grandes. Até agora, o sítio arqueológico só foi parcialmente escavado, mas se revelou um dos mais importantes já descobertos. O fóssil foi encontrado ao lado dos restos mortais de outros quatro ancestrais humanos primitivos, um grande número de ossos de animais e algumas ferramentas de pedra.
Segundo os cientistas, os fósseis estão associados ao mesmo local e período histórico, sugerindo que as ossadas pertenceram todas à mesma espécie de ancestral humano. Isso forneceu aos pesquisadores uma oportunidade única para comparar os traços físicos de indivíduos de uma mesma espécie e o que descobriram foi uma grande variedade de tamanhos e formas, mas nada diferente da variação encontrada entre os humanos modernos. "Graças à amostra relativamente grande de Dmanisi, pudemos ver a grande diferença que existia entre os indivíduos. Essa variação, porém, não é superior à encontrada entre populações modernas de nossa própria espécie, dos chimpanzés ou bonobos", diz Christoph Zollikofer, pesquisador do Instituto e Museu de Antropologia, na Suíça, e um dos autores do estudo.
Duas espécies em um mesmo crânio - O Crânio 5 foi escavado em duas etapas pelos pesquisadores. Primeiro, eles descobriram a pequena caixa craniana, no ano 2000. Seu tamanho diminuto - ela media apenas 546 centímetros cúbicos, em comparação aos 1350 centímetros cúbicos dos humanos modernos - sugeria a existência de um cérebro pequeno. Durante os anos seguintes, continuaram escavando a região, em busca do maxilar que iria completar a figura.
Em 2005, finalmente encontraram os ossos que faltavam, mas, ao contrário do esperado, o maxilar era enorme, com dentes grandes. "Se a caixa craniana e o resto do Crânio 5 fossem encontrados como fósseis separados, em lugares diferentes da África, eles seriam atribuídos a espécies diferentes", diz Christoph Zollikofer.
Durante os oito anos seguintes, os pesquisadores realizaram estudos comparativos dos cinco crânios encontrados no local. Como resultado, concluíram que eles pertenceram à mesma espécie de ancestrais humanos, surgidos pouco tempo depois de o gênero Homodivergir do Australopithecus e se dispersar da África. "Os fósseis de Dmanisi parecem muito diferentes uns dos outros, e seria tentador classificá-los como espécies diferentes", diz Zollikofer. "No entanto, sabemos que esses indivíduos vieram do mesmo local e tempo geológico, então eles devem, em princípio, representar uma única população de uma única espécie." Segundo os cientistas, diferenças de idade e sexo devem ser responsáveis pelas principais diferenças morfológicas.
Postado por marcuscabral às segunda-feira, março 09, 2015
Cientistas anunciam descoberta do mais antigo fóssil humano da História
Vestígios de mandíbula de Homo habiliscom cerca de 2,8 milhões de anos foram encontrados na Etiópia
por Cesar Baima
04/03/2015 16:44 / Atualizado
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Dentes menores, mas queixo ainda recuado
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— O registro fóssil no Leste da África, entre dois milhões e três milhões de anos atrás, é muito pobre, e existem relativamente poucos fósseis que podem nos dar informações sobre as origens do gênero Homo — lembrou Brian Villmoare, paleoantropólogo da Universidade de Nevada, nos EUA, e um dos líderes da pesquisa, publicada na edição desta semana da revista “Science”, em teleconferência ontem. — Este, porém, é um dos períodos mais importantes da evolução humana, já que, nesta época pouco conhecida, os humanos fizeram a transição dos mais símios australopitecos para os padrões adaptativos modernos vistos nos Homo. Assim, o que há de tão especial nessa mandíbula não é só sua idade, muito mais velha que qualquer exemplar de Homo conhecido até agora, mas também sua combinação única de traços, da altura da mandíbula ao formato dos dentes, que a faz uma clara transição entre os australopitecos e os Homo.
O fato de ter características tão claras alinhadas com as dos Homo há 2,8 milhões de anos nos ajuda a restringir o tempo dessa transição e sugere que ela foi relativamente rápida.
Em outro artigo também publicado na “Science” desta semana e que acompanha o estudo sobre o fóssil, os cientistas procuraram descrever o contexto geológico e ambiental onde ele foi encontrado. Há tempos os especialistas desconfiam que mudanças climáticas ocorridas nesta época na África, com exuberantes selvas dando lugar a uma paisagem mais árida, parecida com as atuais savanas, estimularam um processo de adaptação que foi responsável pelo fim dos australopitecos e emergência dos Homo. Na mesma área onde a mandíbula foi encontrada, os pesquisadores acharam fósseis de espécies pré-históricas de antílopes, elefantes, hipopótamos e outros animais relacionados com habitats mais abertos, dominado por grama alta e arbustos e com árvores mais espaçadas.
— Podemos observar esse sinal de maior aridez há 2,8 milhões de anos na fauna comunal de Ledi-Geraru — disse Kaye Reed, professor da Universidade do Estado do Arizona, outro integrante da equipe responsável pela descoberta, que participou da teleconferência da Etiópia. — Ainda é cedo para dizer que isso significa que as mudanças climáticas foram responsáveis pela origem do gênero Homo. Para isso, precisamos de uma amostragem maior de fósseis de hominídeos e é por isso que continuamos a vir para a região de Ledi-Geraru em busca deles. O que sabemos é que esses Homoantigos conseguiam viver neste habitat razoavelmente extremo e que, aparentemente, a espécie de Lucy, osAustralopithecus afarensis, não.
Já um terceiro estudo relacionado ao tema, também publicado ontem, mas na revista “Nature”, revisitou o fóssil original que permitiu a identificação pela primeira vez do Homo habilis há pouco mais de 50 anos e revelou que, entre 2,1 milhões e 1,6 milhão de anos atrás, pelo menos três espécies representantes do gênero conviveram na África: além do H. habilis, o H. erectus e o H. Rudolfensis. Encontrados nos anos 1960 pelo respeitado e já falecido paleoantropólogo britânico Louis Leakey na região da Garganta de Olduvai, na Tanzânia — e que, por isso, recebeu o apelido de “Berço da Humanidade” —, os restos fragmentados de crânio e mandíbula serviram de base para uma reconstrução digital em 3D de como seria a cabeça completa de um representante da espécie, evidenciando características que antes não puderam ser notadas pelos especialistas.
Segundo os pesquisadores, embora a mandíbula do H. habilis realmente pareça ter um formato mais parecido com o de espécies mais “primitivas”, como os australopitecos, a reconstrução do crânio indica que o cérebro era bem maior do que se pensava, com tamanho similar ao dos seus “primos” Homo de então e mais próximo do dos humanos modernos. Até recentemente, o tamanho do cérebro era um dos principais parâmetros usados para distinguir as três espécies, mas, com esse estudo, os cientistas defendem que a caracterização deve se focar nos traços de suas faces, especialmente das mandíbulas.
— Ao explorar digitalmente como o Homo habilis se parecia, pudemos inferir a natureza de seu ancestral, mas nenhum fóssil dele era conhecido — conta Fred Spoor, pesquisador do University College London e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária e um dos autores do artigo na “Nature”. — Mas, agora, a mandíbula de Ledi-Geraru apareceu como se “sob demanda”, sugerindo uma ligação evolucionária plausível entre o Australopithecus afarensis e o Homo habilis.
Uma nova pista do encontro de humanos e neandertais
Crânio de 55 mil anos é a mais antiga evidência da convivência entre as duas espécies de hominídeos
POR CESAR BAIMA
29/01/2015 6:00
RIO - Estudos genéticos nos últimos anos revelaram que praticamente todas as populações humanas modernas, com exceção de algumas etnias da África Subsaariana, apresentam variados graus de contribuição do DNA de neandertais, numa prova de que em algum momento da História ambas espécies de hominídeos não só conviveram como se miscigenaram. Quando, onde e como isso ocorreu, no entanto, ainda é objeto de intenso debate entre os especialistas, e a descoberta de parte de um crânio de 55 mil anos numa caverna em Israel vem para atiçar ainda mais a discussão.
Até agora, a principal hipótese para este encontro é de que entre 60 mil e 40 mil anos atrás nossos ancestrais saíram da África para colonizar a Europa, então já ocupada pelos neandertais, e dali se espalharam pelo resto do mundo. Várias rotas foram aventadas para essa migração, sempre procurando explicar as diferentes proporções de DNA neandertal e mesmo de outras espécies de hominídeos antigos encontradas nas diversas populações do planeta. E é aí que entra o pedaço de crânio achado em Israel, cuja análise foi publicada na edição desta semana da revista “Nature”.
Segundo os pesquisadores, a datação do fóssil faz dele a mais antiga evidência física da convivência entre humanos modernos e neandertais no chamado Levante, região que compreende parte do atual Oriente Médio, antes mesmo que os Homo sapienstivessem pisado na Europa. Mas não é só isso. Estudo do fragmento também identificou características que podem ser atribuídas às duas espécies. Assim, embora os pesquisadores reconheçam não ter dados suficientes para afirmar que ele pertença a um híbrido de humano moderno com neandertal, isso é possível.
Por fim, semelhanças do crânio com os de africanos e europeus modernos, mas não com os de outros humanos anatomicamente modernos que habitavam a região na época, também traz a possibilidade de o indivíduo fazer parte do grupo específico que acabou por alcançar e colonizar a Europa.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/uma-nova-pista-do-encontro-de-humanos-neandertais-15180954#ixzz3UJzy8ZU6
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Agradeço muito ao meu amigo Marcus Cabral , Biólogo, que me ensinou muito sobre Paleontologia e te, um blog sobre o assunto.
quarta-feira, 4 de março de 2015
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